Esta noite pelas 23 horas na RTP 2, estréia a premiada série produzida em conjunto pela HBO e a BBC.
30 janeiro 2006
Roma - A Série
Esta noite pelas 23 horas na RTP 2, estréia a premiada série produzida em conjunto pela HBO e a BBC.
29 janeiro 2006
A Violência na África do Sul
A manifestação realizada ontem em Lisboa por elementos da extrema-direita portuguesa protestando contra o assassinato de cidadãos nacionais na África do Sul, seria irrelevante e ignóbil se demonstrasse apenas o estado de espírito de alguns radicais.
Acontece que há muito foi se construindo em Portugal a imagem de que os portugueses são particularmente perseguidos pelos criminosos sul-africanos e já pouco faltou para que os nossos meios de comunicação social lancassem uma campanha para uma intervenção governamental.
A África do Sul é hoje um dos países mais violentos e inseguros do mundo. A criminalidade está descontrolada e em alguns centros urbanos como Joanesburgo e Pretória, tornou-se um autêntico flagelo. Mas é um flagelo que atinge a todos os sul-africanos e aos que ali resolveram viver por igual, sejam eles portugueses, indianos, ingleses ou moçambicanos! Nada muito diferente do que se passa em outras grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro ou Caracas.
Não há e nunca houve uma violência dirigida à comunidade portuguesa. Mas algumas notícias que de lá chegam, sempre com a evidente preocupação com a aritmética das vítimas leva que a opinião pública em geral acredite numa perseguição em curso. Com o tradicional simplismo das conversas de café e da predisposição natural dos portugueses para o preconceito, ainda que escondido, facilmente se cria um caldo de cultura que alguns energúmenos rapidamente concretizam em absurdas manifestações como a de ontem.
Acontece que há muito foi se construindo em Portugal a imagem de que os portugueses são particularmente perseguidos pelos criminosos sul-africanos e já pouco faltou para que os nossos meios de comunicação social lancassem uma campanha para uma intervenção governamental.
A África do Sul é hoje um dos países mais violentos e inseguros do mundo. A criminalidade está descontrolada e em alguns centros urbanos como Joanesburgo e Pretória, tornou-se um autêntico flagelo. Mas é um flagelo que atinge a todos os sul-africanos e aos que ali resolveram viver por igual, sejam eles portugueses, indianos, ingleses ou moçambicanos! Nada muito diferente do que se passa em outras grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro ou Caracas.
Não há e nunca houve uma violência dirigida à comunidade portuguesa. Mas algumas notícias que de lá chegam, sempre com a evidente preocupação com a aritmética das vítimas leva que a opinião pública em geral acredite numa perseguição em curso. Com o tradicional simplismo das conversas de café e da predisposição natural dos portugueses para o preconceito, ainda que escondido, facilmente se cria um caldo de cultura que alguns energúmenos rapidamente concretizam em absurdas manifestações como a de ontem.
27 janeiro 2006
Eleições Palestinianas
Pela primeira vez na História, um grupo terrorista chega ao poder através do voto popular. Ao contrário do que já se ouviu por aí, na Argélia, o GIA (Grupo Islâmico Armado) somente iniciou a estratégia do terror após o golpe militar que anulou as eleições que deram a vitória aos islamitas.
O Hamas, pelo contrário, nasceu e cresceu à base da violência, do cultivo do ódio, do racismo e da intolerância política e religiosa. Daí só ter se submetido ao voto quando teve a certeza que venceria.
Auxiliado pela incompetência, corrupção e falta de escrúpulos da Fatah de Yasser Arafat, o Hamas recolhe agora os frutos do populismo beneficiente , do radicalismo e do desvario palestiniano.
Se há algo de certo e constante na História do Médio Oriente, é o facto dos palestinianos nunca perderem uma oportunidade para sabotar uma esperança de entendimento.
Foi assim no fim do domínio colonial britânico quando perderam a oportunidade da criação de um Estado Palestiniano, foi assim quando rejubilaram com as várias guerras feitas a Israel pelos diversos Estados àrabes e das quais acabaram por ser as grandes vítimas, foi assim quando através da propagação do ódio e da violência deitaram por terra os processos de Oslo e Camp David e assim é ao elegerem agora o Hamas para os governar.
É claro que já andam por aí empenhados comentadores a culpar Israel e os americanos pela ascensão ao poder do terror armado. Até descobriram, depois de anos e anos de veneração, que Yasser Arafat e a sua Fatah não eram os tais heróis dantes exaltados, e que tudo fizeram para prolongar o problema e assim manter o domínio político e económico sobre os territórios em conflito.
Mas nem isso os faz duvidar nem por um minuto da bondade natural dos palestinianos e seus representantes. Há que fazer prevalecer sempre a reverência aos mártires da luta anti-sionista e anti-imperialista. Sejam eles raptores, bombistas, corruptos ou assassinos! Os maus são sempre os outros...
O Hamas, pelo contrário, nasceu e cresceu à base da violência, do cultivo do ódio, do racismo e da intolerância política e religiosa. Daí só ter se submetido ao voto quando teve a certeza que venceria.
Auxiliado pela incompetência, corrupção e falta de escrúpulos da Fatah de Yasser Arafat, o Hamas recolhe agora os frutos do populismo beneficiente , do radicalismo e do desvario palestiniano.
Se há algo de certo e constante na História do Médio Oriente, é o facto dos palestinianos nunca perderem uma oportunidade para sabotar uma esperança de entendimento.
Foi assim no fim do domínio colonial britânico quando perderam a oportunidade da criação de um Estado Palestiniano, foi assim quando rejubilaram com as várias guerras feitas a Israel pelos diversos Estados àrabes e das quais acabaram por ser as grandes vítimas, foi assim quando através da propagação do ódio e da violência deitaram por terra os processos de Oslo e Camp David e assim é ao elegerem agora o Hamas para os governar.
É claro que já andam por aí empenhados comentadores a culpar Israel e os americanos pela ascensão ao poder do terror armado. Até descobriram, depois de anos e anos de veneração, que Yasser Arafat e a sua Fatah não eram os tais heróis dantes exaltados, e que tudo fizeram para prolongar o problema e assim manter o domínio político e económico sobre os territórios em conflito.
Mas nem isso os faz duvidar nem por um minuto da bondade natural dos palestinianos e seus representantes. Há que fazer prevalecer sempre a reverência aos mártires da luta anti-sionista e anti-imperialista. Sejam eles raptores, bombistas, corruptos ou assassinos! Os maus são sempre os outros...
26 janeiro 2006
24 janeiro 2006
A Aventura de Mário Soares
A estrondosa derrota de Mário Soares nas eleições presidenciais ocupará apenas algumas linhas na sua biografia.
A sua figura tem grandeza histórica suficiente para ultrapassar este infeliz episódio e se é verdade que foi uma pena ter terminado de forma tão patética, o certo é que no deve e no haver o seu saldo ainda é positivo.
Foi uma candidatura sem sentido, sem justificação, sem méritos. Uma loucura a que Soares se entregou num momento de pouca lucidez e a que foi levado por uma corte de bajuladores que se dizem seus amigos.
Acreditavam numa hipotética «vaga de fundo» que o levaria de volta a Belém e o que encontraram foi uma repulsa generalizada que pulverizou em meses uma sólida popularidade construída ao longo de anos.
A campanha suicida marcada por uma agressividade sem limites, uma permanente crispação e uma postura carregada de ódio, como a que se viu no debate com Cavaco Silva, levaram ao desaire e à suprema humilhação que foi a ultrapassagem por Manuel Alegre.
Encerrado o episódio Mário Soares recuperará algum prestígio. Mas nunca mais voltará a ter o mesmo poder e influência. Já faz parte da História.
E se a História enaltecerá a sua luta contra o salazarismo, a sua relevância na consolidação democrática no pós-25 de Abril e os seus anos de Presidência, olhará com desdém para a radicalização dos últimos anos que culminou nesta desastrada candidatura.
A sua figura tem grandeza histórica suficiente para ultrapassar este infeliz episódio e se é verdade que foi uma pena ter terminado de forma tão patética, o certo é que no deve e no haver o seu saldo ainda é positivo.
Foi uma candidatura sem sentido, sem justificação, sem méritos. Uma loucura a que Soares se entregou num momento de pouca lucidez e a que foi levado por uma corte de bajuladores que se dizem seus amigos.
Acreditavam numa hipotética «vaga de fundo» que o levaria de volta a Belém e o que encontraram foi uma repulsa generalizada que pulverizou em meses uma sólida popularidade construída ao longo de anos.
A campanha suicida marcada por uma agressividade sem limites, uma permanente crispação e uma postura carregada de ódio, como a que se viu no debate com Cavaco Silva, levaram ao desaire e à suprema humilhação que foi a ultrapassagem por Manuel Alegre.
Encerrado o episódio Mário Soares recuperará algum prestígio. Mas nunca mais voltará a ter o mesmo poder e influência. Já faz parte da História.
E se a História enaltecerá a sua luta contra o salazarismo, a sua relevância na consolidação democrática no pós-25 de Abril e os seus anos de Presidência, olhará com desdém para a radicalização dos últimos anos que culminou nesta desastrada candidatura.
23 janeiro 2006
O Azedume
O azedume que alguns derrotados demonstraram ontem teve seu eco hoje na blogosfera.
A esmagadora vitória de Cavaco Silva foi para alguns uma vitória «tangencial», para outros uma vitória «fraca» e para outros um sintoma de «cegueira coletiva»!
A falta de lucidez que demonstraram na campanha transformou-se agora numa raiva incontida e numa desonestidade intelectual que beira o boçal, quando se tenta comparar os resultados de 2006 com os da primeira vitória de Jorge Sampaio.
Entendo que a estrondosa derrota deixe alguma Esquerda com urticária. Mas quer gostem quer não, os 50,6% obtidos por Cavaco Silva numa primeira volta e contra cinco candidatos acutilantes e empenhados, têm um peso político muito maior que os 56% obtidos por Sampaio numa eleição a dois em 1996. Ou já se esqueceram que nessa ocasião não existia Bloco de Esquerda e que Jerónimo de Sousa desistiu ?
A esmagadora vitória de Cavaco Silva foi para alguns uma vitória «tangencial», para outros uma vitória «fraca» e para outros um sintoma de «cegueira coletiva»!
A falta de lucidez que demonstraram na campanha transformou-se agora numa raiva incontida e numa desonestidade intelectual que beira o boçal, quando se tenta comparar os resultados de 2006 com os da primeira vitória de Jorge Sampaio.
Entendo que a estrondosa derrota deixe alguma Esquerda com urticária. Mas quer gostem quer não, os 50,6% obtidos por Cavaco Silva numa primeira volta e contra cinco candidatos acutilantes e empenhados, têm um peso político muito maior que os 56% obtidos por Sampaio numa eleição a dois em 1996. Ou já se esqueceram que nessa ocasião não existia Bloco de Esquerda e que Jerónimo de Sousa desistiu ?
22 janeiro 2006
Os Discursos dos Falhados
As noites eleitorais são sempre cheias de peripécias, muita hipocrisia e episódios caricatos.
A de hoje não fugiu a regra.
Dos muitos exemplos que poderia citar fico-me pelos dois mais relevantes: O patético discurso de Jerónimo de Sousa e o golpe baixo de José Sócrates.
Do primeiro - a quem as eleições até não correram mal - esperava-se algo mais do que falar na «vitória por escassa margem» de Cavaco. Parece que para o líder do PCP, uma eleição por maioria absoluta (50,6%) não é suficiente para legitimar a vitória de um candidato que não é de Esquerda. Mas 8% dos votos já são mais do que suficientes para legitimar a «luta» comunista! É a cassete no seu pior.
Quanto ao Primeiro-Ministro, a esperteza saloia de discursar por cima de Manuel Alegre foi um erro político tremendo. Demonstrou azedume, mau perder e uma falta de senso que não é própria de um chefe de governo. Só conseguiu ampliar a sua própria humilhação e sair como o grande derrotado da noite. Safou-se assim Mário Soares.
Por essas e por outras é que Cavaco Silva ganhou tão facilmente.
Aliás, Presidente Aníbal Cavaco Silva.
A de hoje não fugiu a regra.
Dos muitos exemplos que poderia citar fico-me pelos dois mais relevantes: O patético discurso de Jerónimo de Sousa e o golpe baixo de José Sócrates.
Do primeiro - a quem as eleições até não correram mal - esperava-se algo mais do que falar na «vitória por escassa margem» de Cavaco. Parece que para o líder do PCP, uma eleição por maioria absoluta (50,6%) não é suficiente para legitimar a vitória de um candidato que não é de Esquerda. Mas 8% dos votos já são mais do que suficientes para legitimar a «luta» comunista! É a cassete no seu pior.
Quanto ao Primeiro-Ministro, a esperteza saloia de discursar por cima de Manuel Alegre foi um erro político tremendo. Demonstrou azedume, mau perder e uma falta de senso que não é própria de um chefe de governo. Só conseguiu ampliar a sua própria humilhação e sair como o grande derrotado da noite. Safou-se assim Mário Soares.
Por essas e por outras é que Cavaco Silva ganhou tão facilmente.
Aliás, Presidente Aníbal Cavaco Silva.
20 janeiro 2006
As Declarações de Chirac
O presidente francês Jacques Chirac admitiu o uso de armas não convencionais contra qualquer país que patrocine ataques terroristas em França.
Pergunto: Se as mesmas declarações fossem proferidas por George W. Bush ou qualquer outro responsável americano, as reacções seriam tão...silenciosas?
Pergunto: Se as mesmas declarações fossem proferidas por George W. Bush ou qualquer outro responsável americano, as reacções seriam tão...silenciosas?
19 janeiro 2006
O Ensino da Matemática
Foi esclarecedor o debate sobre o ensino da matemática em Portugal, que teve lugar ontem no programa Fórum do País da RTP N.
Particularmente interessantes foram as intervenções de Nuno Crato, presidente em exercício da Sociedade Portuguesa de Matemática.
Perante o desolador panorama que os recentes exames do 9º ano confirmaram, revelando que não existe um único concelho no país com média positiva na disciplina, é chegado o momento de actuar e abandonar de vez as «modernas» pedagogias que tanto dano têm causado ao nosso ensino.
No caso concreto da matemática, Nuno Crato propõe algumas medidas que sendo tão óbvias e necessárias, encontram muitas resistências nas associações do sector:
Particularmente interessantes foram as intervenções de Nuno Crato, presidente em exercício da Sociedade Portuguesa de Matemática.
Perante o desolador panorama que os recentes exames do 9º ano confirmaram, revelando que não existe um único concelho no país com média positiva na disciplina, é chegado o momento de actuar e abandonar de vez as «modernas» pedagogias que tanto dano têm causado ao nosso ensino.
No caso concreto da matemática, Nuno Crato propõe algumas medidas que sendo tão óbvias e necessárias, encontram muitas resistências nas associações do sector:
- Abandono da actual «ideologia» que preconiza o ensino «centrado no aluno» em detrimento do conhecimento e dos conteúdos.
- Aplicação dos exames não só para aferição da aprendizagem, mas também para responsabilização de alunos e professores.
- Avaliação e seriação dos novos formandos das diversas escolas superiores, institutos e faculdades, através de um exame criado para o efeito e que teria o mérito de acabar com a actual distorção que premeia os cursos medíocres cuja única mais-valia é distribuir altas classificações tão úteis aos futuros candidatos a professores.
18 janeiro 2006
Matemática em Debate
Esta noite pelas 23 horas na RTP N, debate-se um dos grandes descalabros nacionais: O ensino da Matemática.
17 janeiro 2006
Aproveitamento Político
Manuel Alegre cumpriu hoje o tradicional ritual da visita à lota de Matosinhos.
Depois da morte de Sousa Franco durante a barafunda provocada por facções rivais do PS, nas últimas eleições européias, pensava-se que este tipo de acção, que tem tanto de demagógica como de inútil, tivesse sido definitivamente abandonada.
O mote da visita de Alegre foi uma homenagem ao malogrado Sousa Franco. Uma espécie de evocação.
Matilde Sousa Franco, viúva do antigo Ministro, veio a público acusar Manuel Alegre de aproveitamento político da memória do marido e afirmar que se este fosse vivo, apoiaria com toda a certeza o amigo Mário Soares.
O grande problema desta acusação é vir de onde vem.
Matilde Sousa Franco, uma ilustre desconhecida sem qualquer histórico ou relevância política, apresentou-se nas últimas legislativas como cabeça-de lista (!!) do Partido Socialista em Coimbra. Durante a campanha nada se soube das suas ideias políticas, dos seus projectos para o distrito e para o país e muito menos qual o fundamento da sua estranha candidatura.
Facilmente se percebeu que a sua inclusão se deveu única e exclusivamente ao apelido sonante.
Eleita deputada, rapidamente se remeteu ao silêncio, entrando naquele lote de parlamentares cuja única função na Assembléia da República é levantar o braço sempre que os líderes partidários o exigem.
Se houve portanto aproveitamento político da memória de alguém, esse partiu de Matilde Sousa Franco e da actual direcção do Partido Socialista. Não têm por isso nenhuma legitimidade para criticar Manuel Alegre. Nenhuma.
Depois da morte de Sousa Franco durante a barafunda provocada por facções rivais do PS, nas últimas eleições européias, pensava-se que este tipo de acção, que tem tanto de demagógica como de inútil, tivesse sido definitivamente abandonada.
O mote da visita de Alegre foi uma homenagem ao malogrado Sousa Franco. Uma espécie de evocação.
Matilde Sousa Franco, viúva do antigo Ministro, veio a público acusar Manuel Alegre de aproveitamento político da memória do marido e afirmar que se este fosse vivo, apoiaria com toda a certeza o amigo Mário Soares.
O grande problema desta acusação é vir de onde vem.
Matilde Sousa Franco, uma ilustre desconhecida sem qualquer histórico ou relevância política, apresentou-se nas últimas legislativas como cabeça-de lista (!!) do Partido Socialista em Coimbra. Durante a campanha nada se soube das suas ideias políticas, dos seus projectos para o distrito e para o país e muito menos qual o fundamento da sua estranha candidatura.
Facilmente se percebeu que a sua inclusão se deveu única e exclusivamente ao apelido sonante.
Eleita deputada, rapidamente se remeteu ao silêncio, entrando naquele lote de parlamentares cuja única função na Assembléia da República é levantar o braço sempre que os líderes partidários o exigem.
Se houve portanto aproveitamento político da memória de alguém, esse partiu de Matilde Sousa Franco e da actual direcção do Partido Socialista. Não têm por isso nenhuma legitimidade para criticar Manuel Alegre. Nenhuma.
16 janeiro 2006
Notas da Guerra Grande III - Associación Argentina Descendientes de Guerreros del Paraguay
Uma tradição muito frequente nos países anglo-saxónicos e com pouco acolhimento entre nós, é a criação de sociedades históricas, espécie de clubes culturais cujo objectivo é estudar uma época, personalidade ou acontecimento relevante.Sobre a Guerra do Paraguai chama a atenção esta curiosa Associación Argentina Descendientes de Guerreros del Paraguay que mantém um simples mas interessante site, onde se destaca a bibliografia argentina sobre o tema assim como uma pequena colecção de imagens sobre o conflito.
É de notar que a guerra terminou em 1870...
(Post Requentado)NOTAS DA GUERRA GRANDE II - O CONTRIBUTO DE ALEX CASTRO
15 janeiro 2006
O Sampras do Xadrez está de volta!
Durante anos o americano Pete Sampras dominou o ténis internacional, vencendo torneio após torneio e liderando sem contestação o ranking mundial.
No entanto nunca foi um verdadeiro ídolo...
Faltava-lhe por exemplo, o carisma de Bjorn Borg ou a irreverência de John McEnroe. O homem era demasiado certinho, demasiado eficiente, demasiado previsível.
Trata-se do inglês Michael Adams que há cerca de uma década faz parte do Top Ten mundial. coleccionando títulos e excelentes performances, sem no entanto conseguir qualquer projecção no já apagado mundo do Xadrez

Os últimos tempos até não lhe tinham corrido bem...Primeiro foi o massacre que sofreu às mãos, ou melhor, aos bits, do computador Hydra: 5,5 a 0,5 !!! Depois foi a péssima performance no Mundial de S. Luís na Argentina onde amargou um sétimo lugar.
Pois parece que o Adams ganhador está de volta. Conseguiu hoje derrotar com clareza o Campeão Mundial Veselin Topalov no Corus 2006 e mostrar que apesar do cinzentismo é melhor que ainda contem com ele!
(Post requentado)
14 janeiro 2006
Começou o Corus 2006

Em Wijk aan Zee na Holanda, começou hoje o Super Torneio Corus reunindo a nata do Xadrez mundial.
Duas vitórias arrasadoras dos favoritos Veselin Topalov e Vishwanathan Anand marcaram o tom.
Anand por exemplo não se limitou a varrer o pobre Sergey Karjakin do tabuleiro. Mais do que isso produziu uma pequena obra de arte. Daquelas que nos faz saborear e compreender todo o prazer que o Xadrez pode proporcionar.
13 janeiro 2006
Olivença
Numa das principais avenidas de Coimbra, e presumo que em outras cidades do país, surgiu há dias uma faixa com os dizeres «Olivença Terra Portuguesa», da autoria de um tal Grupo dos Amigos de Olivença.
A dita associação reivindica a devolução da localidade fronteiriça a Portugal e o fim do domínio espanhol sobre o exíguo território. Dizem ter a seu favor a História e o Direito Internacional.
Concordo com a primeira premissa e não discuto sequer a segunda.
O que me parece absurdo, é que sendo esta uma questão com dois séculos e totalmente datada, e estando a população de Olivença na sua esmagadora maioria perfeitamente integrada e satisfeita com sua cidadania espanhola, alguns pseudo-patriotas continuem a alimentar o folclórico assunto.
Os Oliventinos são e querem continuar a ser espanhóis! Sem no entanto abandonarem a sua herança portuguesa. São as suas raizes e tradições lusitanas que importa incentivar e preservar e não um conflito artificial que algum nacionalismo radical e anti-espanhol procura criar em Portugal.
Haja bom senso.
A dita associação reivindica a devolução da localidade fronteiriça a Portugal e o fim do domínio espanhol sobre o exíguo território. Dizem ter a seu favor a História e o Direito Internacional.
Concordo com a primeira premissa e não discuto sequer a segunda.
O que me parece absurdo, é que sendo esta uma questão com dois séculos e totalmente datada, e estando a população de Olivença na sua esmagadora maioria perfeitamente integrada e satisfeita com sua cidadania espanhola, alguns pseudo-patriotas continuem a alimentar o folclórico assunto.
Os Oliventinos são e querem continuar a ser espanhóis! Sem no entanto abandonarem a sua herança portuguesa. São as suas raizes e tradições lusitanas que importa incentivar e preservar e não um conflito artificial que algum nacionalismo radical e anti-espanhol procura criar em Portugal.
Haja bom senso.
12 janeiro 2006
Notas da Guerra Grande - II - O contributo de Alex Castro
Alex Castro autor do Liberal Libertário e Libertino, um dos mais populares e comentados blogs do Brasil, volta e meia tem se debruçado sobre a Guerra do Paraguai assinando alguns artigos sobre o tema.
Particularmente interessante é a sua visão sobre a Batalha Naval de Riachuelo (1865) um dos momentos decisivos da guerra e que para a generalidade dos historiadores determinou o rumo do conflito que ainda se estenderia por longos cinco anos.
Do mesmo autor, actualmente a viver nos EUA e que planeia um doutoramento sobre o tema, vale a pena ler também os textos:
NOTAS DA GUERRA GRANDE
Particularmente interessante é a sua visão sobre a Batalha Naval de Riachuelo (1865) um dos momentos decisivos da guerra e que para a generalidade dos historiadores determinou o rumo do conflito que ainda se estenderia por longos cinco anos.
Do mesmo autor, actualmente a viver nos EUA e que planeia um doutoramento sobre o tema, vale a pena ler também os textos:
NOTAS DA GUERRA GRANDE
11 janeiro 2006
Catástrofe
O que passará pela cabeça de um Super Grande Mestre como Alexei Shirov depois de uma catástrofe como a de Talin ?
10 janeiro 2006
O Passado
Em entrevista à revista brasileira Nossa História nº 20, o historiador indiano Sanjay Subrahmanyam comenta algumas reacções à sua biografia sobre Vasco da Gama (1) em Portugal:
Descontando os eventuais exageros que porventura possam conter estas palavras e sabendo que o livro de Subrahmanyam até foi editado pela extinta Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, não se pode negar contudo que continuamos a ter em Portugal uma relação difícil com o nosso passado, principalmente quando nos toca analisar o período mítico da expansão ultramarina.
Está bem patente na opinião pública portuguesa, tão avessa à História com H maiúsculo e tão propensa à pequena história (minúscula...), que os nossos descobrimentos foram uma epopéia sem par e seus protagonistas heróis sem mácula que em caso algum podem ser questionados. E mesmo em alguns meios académicos, obras mais ambíguas no que às virtudes dos navegadores dizem respeito, são vistas quase como crime de lesa-pátria.
A História não é um tribunal para que se preste a grandes julgamentos de carácter, ainda mais quando falamos dos longínquos Séc. XV e XVI. Não deveria portanto servir para ajustes de contas com o passado ou extrapolações patrióticas ou patrioteiras. Deve é ser encarada sem complexos , de superioridade ou de culpa, e assumida naquilo que de bom ou mau nos legou.
Quero ter o direito de me orgulhar dos feitos de um Vasco da Gama, sem ter que me ajoelhar perante a sua quase «divindade». Quero admirar os Descobrimentos sem ter que os exaltar.
Conhecer o nosso passado não pode implicar que o tenha de venerar...ou odiar.
Caso contrário mais vale dispensar a História!
(1) SUBRAHMANIAM, Sanjay, A Carreira e a Lenda de Vasco da Gama, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1998.
(...) do lado português muita gente achou que eu estava tentando destruir um mito da construção da nação portuguesa. Houve reações violentíssimas, ataques na imprensa e até ameaça de processo por parte de um suposto descendente de Vasco da Gama. Para se ter uma idéia, não me convidaram para a defesa de um aluno meu em Lisboa.(...)
Descontando os eventuais exageros que porventura possam conter estas palavras e sabendo que o livro de Subrahmanyam até foi editado pela extinta Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, não se pode negar contudo que continuamos a ter em Portugal uma relação difícil com o nosso passado, principalmente quando nos toca analisar o período mítico da expansão ultramarina.
Está bem patente na opinião pública portuguesa, tão avessa à História com H maiúsculo e tão propensa à pequena história (minúscula...), que os nossos descobrimentos foram uma epopéia sem par e seus protagonistas heróis sem mácula que em caso algum podem ser questionados. E mesmo em alguns meios académicos, obras mais ambíguas no que às virtudes dos navegadores dizem respeito, são vistas quase como crime de lesa-pátria.
A História não é um tribunal para que se preste a grandes julgamentos de carácter, ainda mais quando falamos dos longínquos Séc. XV e XVI. Não deveria portanto servir para ajustes de contas com o passado ou extrapolações patrióticas ou patrioteiras. Deve é ser encarada sem complexos , de superioridade ou de culpa, e assumida naquilo que de bom ou mau nos legou.
Quero ter o direito de me orgulhar dos feitos de um Vasco da Gama, sem ter que me ajoelhar perante a sua quase «divindade». Quero admirar os Descobrimentos sem ter que os exaltar.
Conhecer o nosso passado não pode implicar que o tenha de venerar...ou odiar.
Caso contrário mais vale dispensar a História!
(1) SUBRAHMANIAM, Sanjay, A Carreira e a Lenda de Vasco da Gama, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1998.
09 janeiro 2006
Um chopinho no Arouche...
...sabe sempre bem!
E ainda mais na companhia do Francisco José Viegas!
E ainda mais na companhia do Francisco José Viegas!
08 janeiro 2006
O Regresso de Maria Filomena Mónica
Maria Filomena Mónica regressou hoje ao jornal Público assinando uma crónica semanal no suplemento Pública. O sucesso do seu controverso livro de memórias Bilhete de Identidade, que na blogosfera e fora dela tem provocado muita celeuma, ajudou a projectar para a opinião pública a figura da autora. O destaque que o jornal lhe deu com diversas chamadas na última semana é uma prova disso.
Maria Filomena Mónica faz parte de um pequeno grupo de articulistas que independentemente de concordarmos ou não com suas ideias não conseguem nos deixar indiferentes. Desenvolvem seus pontos de vista com frontalidade e assumem voluntariamente ou não o estatuto de «líderes de opinião». Sem medos, sem receios, sem hipocrisias.
Tendo em conta que a socióloga-historiadora já declarou várias vezes que não consegue aguentar a pressão dos prazos de entrega, por mais de um ano consecutivo, é de julgar que só a poderemos ler regularmente até ao final de 2006. Vamos então aproveitar!
Maria Filomena Mónica faz parte de um pequeno grupo de articulistas que independentemente de concordarmos ou não com suas ideias não conseguem nos deixar indiferentes. Desenvolvem seus pontos de vista com frontalidade e assumem voluntariamente ou não o estatuto de «líderes de opinião». Sem medos, sem receios, sem hipocrisias.
Tendo em conta que a socióloga-historiadora já declarou várias vezes que não consegue aguentar a pressão dos prazos de entrega, por mais de um ano consecutivo, é de julgar que só a poderemos ler regularmente até ao final de 2006. Vamos então aproveitar!
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