Se há algo que os activistas da anti ou alter globalização adoram, é vestir a globalizada camiseta com a figura de Che Guevara e disparar contra os malefícios do liberalismo. Como uma carneirada fiel deliciam-se a louvar o santo do socialismo tropical e sem qualquer sentido crítico a elevá-lo aos píncaros da virtude e da glória.
O facto do Dr. Che ter assassinado e perseguido sem reservas os seus muitos desafectos e ter sido um dos criadores da mais longa ditadura unipessoal dos tempos modernos é apenas um detalhe insignificante que os tais arautos da contra-cultura preferem desprezar.
O homem é um mito. E todos sabemos como na iconografia libertária os mitos são necessários.
Não admira portanto a pronta reacção da blogosfera militante ao post politicamente incorrecto do Valter Hugo Mãe e respectiva chamada de atenção do Francisco José Viegas.
03 março 2006
01 março 2006
Fotos do Arouche
Esta e outras imagens do Largo do Arouche podem ser encontradas no Sampa- Pelos Trilhos do Metrô um original e delicioso blog do paulistano Elton Melo.
28 fevereiro 2006
27 fevereiro 2006
Estranho Padrão
Primeiro foi o comunicado de Freitas do Amaral relativizando a liberdade de imprensa.
Agora a criação da Entidade Reguladora da Comunicação Social por Santos Silva.
Observa-se um estranho padrão de comportamento no actual governo que forçosamente tem que nos deixar a todos preocupados.
Como lembrou e bem Francisco José Viegas, também no Brasil o poder tentou implementar semelhante legislação, com o agravante da mesma interferir ainda com toda a produção cultural.
Felizmente, a pronta reacção da sociedade civil em geral e dos jornalistas em particular, deitou por terra a manobra deixando cheios de pena os governantes do PT.
Se tal limitação à imprensa livre tem avançado, muito provavelmente jamais teriamos tido conhecimento do gigantesco esquema de corrupção montado pelo governo Lula e ainda hoje José Dirceu e Marcos Valério estariam comandando o mensalão.
É portanto inteiramente legítimo, questionar o porque deste infeliz projecto do executivo de José Sócrates.
Agora a criação da Entidade Reguladora da Comunicação Social por Santos Silva.
Observa-se um estranho padrão de comportamento no actual governo que forçosamente tem que nos deixar a todos preocupados.
Como lembrou e bem Francisco José Viegas, também no Brasil o poder tentou implementar semelhante legislação, com o agravante da mesma interferir ainda com toda a produção cultural.
Felizmente, a pronta reacção da sociedade civil em geral e dos jornalistas em particular, deitou por terra a manobra deixando cheios de pena os governantes do PT.
Se tal limitação à imprensa livre tem avançado, muito provavelmente jamais teriamos tido conhecimento do gigantesco esquema de corrupção montado pelo governo Lula e ainda hoje José Dirceu e Marcos Valério estariam comandando o mensalão.
É portanto inteiramente legítimo, questionar o porque deste infeliz projecto do executivo de José Sócrates.
26 fevereiro 2006
Notas da Guerra Grande VI - Homenagem a Roa Bastos

Entre 2 e 10 de Março próximos, o Instituto Cervantes de Lisboa programou uma série de eventos para homenagear o grande nome das letras paraguaias Augusto Roa Bastos falecido em 2005.
Para além de mesas-redondas e conferências sobre o autor, será apresentado no dia 7 de Março às 18:30 o documentário El Portón de los Sueños, vida y obra de Augusto Roa Bastos realizado por Hugo Gamarra.
Na escrita de Roa Bastos, Prémio Cervantes de 1989, a História de seu país obteve lugar de destaque e a sombra da Guerra da Tríplice Aliança esteve sempre presente.
O seu mais conhecido romance é a obra Yo el Supremo alicerçada na figura de Gaspar Rodriguez de Francia o homem que governou o Paraguai de 1814 a 1840, antecedendo no poder a dinastia Lopez, e que lançou as bases para o regime autocrático que levou a nação guarani à tragédia de 1864-1870.(ROA BASTOS, Augusto, Yo el Supremo, Madrid, Catedra, 1983)
Sobre a Guerra do Paraguai, para além das múltiplas referências que sempre fez na sua obra e intervenção cívica, Roa Bastos publicou em conjunto com o brasileiro Eric Nepumoceno, o argentino Alejandro Maciel e o uruguaio Omar Prego Gadea, o livro Los Conjurados del Quilombo del Gran Chaco, que na sua edição brasileira recebeu o título de O Livro da Guerra Grande e que constitui um importante mosaico sobre a o mortífero conflito do Prata.

(ROA BASTOS, Augusto et al., Los Conjurados del Quilombo del Gran Chaco, Buenos Aires, Alfaguara, 2001.)

(ROA BASTOS, Augusto et al., O Livro da Guerra Grande, Rio de Janeiro, Record, 2002.)
NOTAS DA GUERRA GRANDE V - Colóquio em Paris
24 fevereiro 2006
Astrologia
Francisco Burnay desmonta em dois interessantes posts uma das mais irracionais das muitas crendices populares: A astrologia.
No Diário Ateísta.
No Diário Ateísta.
23 fevereiro 2006
Mulher de Malandro
Passaram-se seis meses e aparentemente o escândalo do mensalão deixou de comover a opinião pública brasileira.
Os mesmos cidadãos que acompanharam as intermináveis transmissões televisivas da CPI, que se indignaram com os dólares na cueca de um obscuro assessor, que vociferaram contra a traição dos pseudo-éticos do PT, são os mesmos que agora se preparam para alegremente reelegerem Lula da Silva e proporcionarem ao partido da estrela mais quatro anos de cofres recheados e contas bem gordinhas.
Eis um exemplo de um povo que adora ser «mulher de malandro».
Os mesmos cidadãos que acompanharam as intermináveis transmissões televisivas da CPI, que se indignaram com os dólares na cueca de um obscuro assessor, que vociferaram contra a traição dos pseudo-éticos do PT, são os mesmos que agora se preparam para alegremente reelegerem Lula da Silva e proporcionarem ao partido da estrela mais quatro anos de cofres recheados e contas bem gordinhas.
Eis um exemplo de um povo que adora ser «mulher de malandro».
22 fevereiro 2006
21 fevereiro 2006
Utopia

VERSO LIMPO DA UTOPIA
de César Miranda
A realidade
Fria
Entupiu
A pia
Da Utopia.
Uma contra-homenagem ao Pedro Pinto do Ainda Outro Dia.
20 fevereiro 2006
Duas Praças

Duas mulheres, uma presente outra ausente, a procura de uma, a procura pela outra.
O Brasil e a Argentina numa realidade paralela e entrelaçada.
O mais recente romance de Ricardo Lísias.
(LÍSIAS, Ricardo, Duas Praças, São Paulo, Ed. Globo, 2005.)
18 fevereiro 2006
Notas da Guerra Grande V - Colóquio em Paris

Realizou-se em Paris de 17 a 19 de Novembro de 2005, o Colóquio Internacional LE PARAGUAY A L'OMBRE DE SES GUERRES - Acteurs, Pouvoirs et Representations.
Tendo como pano de fundo os dois grandes conflitos em que o Paraguai esteve envolvido desde o Século XIX, a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) e a Guerra do Chaco (1932-1935), o colóquio debruçou-se através de múltiplas abordagens que foram da História à iconografia, da antropologia à literatura, nas origens, desenvolvimentos e consequências que os supra-citados confrontos trouxeram às regiões do Prata, do Chaco e a toda a América do Sul.
Sendo estes episódios encarados como «marginais» na historiografia contemporânea européia e praticamente desconhecidos mesmo nos meios académicos, é de realçar a importância de um evento destas características para o seu aprofundamento e compreensão.
Para todos os que se interessam pelo tema é possível encontrar a apresentação do simpósio assim como as principais comunicações no site da Revista Nuevo Mundo - mundos nuevos publicação digital dedicada à História Latino-Americana.
Sobre a Guerra Grande é possível ler:
- La guerra del Paraguay através de la memória de sua actores: el proyecto historiográfico de Estanislau Zeballos de Liliana M. Brezzo
- Les vétérans paraguayens de la guerre de la Triple Alliance (1870-1910), des oubliés de l'histoire ? de Luc Capdevila
- Los Guaikurú e la Guerra de la Triple Alianza de Maria de Fátima Costa
- El Periodismo de Guerra en el Paraguay (1864-1870) de Hérib Caballero Campos e Cayetano Ferreira Segovia
- La guerra de la Triple Alianza en la literatura paraguaya de Mar Lango Pizarro
- Ecrire - ou ne pas écrire - la guerre: fonder une littérature nationale de Carla Fernandes
- Imágenes de la guerra e del sistema de Guido Rodriguez Alcalá
- Entre historia e memoria: la produción de Luis A. de Herrera en los orígenes de un relato revisionista sobre la Guerra del Paraguay de Laura Reali
- El Chaco como territorio literario: un bio-análisis de los textos de Lourdes Espínola
NOTAS DA GUERRA GRANDE IV - Sonhos Guaranis
16 fevereiro 2006
Ocaso
Ao invés de resolver de uma vez o grave problema de credibilidade que constitui a presença de Freitas do Amaral no governo, José Sócrates prefere empurrar a questão com barriga e segurar o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros.
Faz mal. A vida ensina que os problemas não desaparecem quando fingimos não existirem, e os estragos feitos por Freitas do Amaral já o levaram a um ponto de não retorno. É uma pena assistir a um fim de carreira tão lamentável como o que está a protagonizar o antigo candidato a Belém, mas nisso está a ser coerente com as opções que tomou nos últimos anos.
Juntou-se a Mário Soares, seu antigo adversário político, na adopção de uma agenda radical e extremista e agora junta-se também num triste e desonroso ocaso.
Ficam ambos muito mal na fotografia.
Faz mal. A vida ensina que os problemas não desaparecem quando fingimos não existirem, e os estragos feitos por Freitas do Amaral já o levaram a um ponto de não retorno. É uma pena assistir a um fim de carreira tão lamentável como o que está a protagonizar o antigo candidato a Belém, mas nisso está a ser coerente com as opções que tomou nos últimos anos.
Juntou-se a Mário Soares, seu antigo adversário político, na adopção de uma agenda radical e extremista e agora junta-se também num triste e desonroso ocaso.
Ficam ambos muito mal na fotografia.
15 fevereiro 2006
Negacionismo
Da mesma forma que se criticaram as esdrúxulas posições de Freitas do Amaral em relação à crise dos cartoons, deve-se também elogiar a rápida reacção às incríveis declarações do Embaixador do Irão Mohammed Taheri sobre o Holocausto.
Os frutos da política extremista do Presidente Mahmoud Ahmadinejad estão a germinar e perante a pressão internacional relacionada com o dossier nuclear, a liderança iraniana aposta numa fuga para frente, de que as recentes diatribes que visam negar o Shoa são um exemplo.
Entramos portanto num caminho perigoso, que só uma posição firme e concertada da comunidade internacional pode conter.
Terá entendido agora Freitas do Amaral porque é que não se pode ceder ao fundamentalismo quando estão em causa valores ?
Os frutos da política extremista do Presidente Mahmoud Ahmadinejad estão a germinar e perante a pressão internacional relacionada com o dossier nuclear, a liderança iraniana aposta numa fuga para frente, de que as recentes diatribes que visam negar o Shoa são um exemplo.
Entramos portanto num caminho perigoso, que só uma posição firme e concertada da comunidade internacional pode conter.
Terá entendido agora Freitas do Amaral porque é que não se pode ceder ao fundamentalismo quando estão em causa valores ?
14 fevereiro 2006
Rudolf Spielmann

«Na abertura, um mestre deve jogar como um livro; no meio-jogo, como um mágico; no final, como uma máquina»
13 fevereiro 2006
Pó-de-Arroz
«(...) Ah, sim, ela preferia o Morumbi cheio de gente quando jogava o São Paulo e, sobretudo, quando o São Paulo ganhava.. O seu pai a levara muitas vezes ao estádio e nessas noites vestia-se com a camiseta branca do São Paulo como uma simples torcedora vinda do subúrbio. Se apaixonara por Raí, a quem o pai tratava por "o garoto francês", e ela seguia suas jogadas, levantava-se quando ele engatava uma corrida, gritava quando seguia com a bola pela direita do campo (Salve o tricolor paulista, amado clube brasileiro, tu és forte, tu és grande, de entre os grandes és o primeiro...), ela entoou muitas vezes o hino na abertura dos jogos (Oh tricolor, São Paulo clube querido, tu tens o nosso amor, teu nome e tuas glórias têm honra e esplendor...)»(VIEGAS, Francisco José, Longe de Manaus, Porto, Edições ASA, 2005.)
Valeu Francisco!
Estou de alma lavada.
12 fevereiro 2006
Quem Diria...
No meio de tanta tibieza é de saudar o discurso de hoje de Jorge Sampaio:
Caricaturas de Maomé: Presidente da República condena violência e defende liberdade de expressão
Caricaturas de Maomé: Presidente da República condena violência e defende liberdade de expressão
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