Foto de Yitzhak Avigur31 maio 2006
Mundo dos Livros - The British Library
Foto de Yitzhak Avigur30 maio 2006
29 maio 2006
28 maio 2006
A Culpa é da Veja!
Mesmo colocando de lado a intenção falhada dos membros do PT em cercear a liberdade de imprensa no malogrado projecto censório da ANCINAV do Ministro Gilberto Gil, é indesmentível que a existência de uma imprensa combativa e independente não agrada a direcção petista, pelos óbvios entraves que configura ao prosseguimento da rapina aos cofres do Estado.
Depois do revés que constituiu a derrocada do referido projecto, o governo de Lula recuou, e verdade seja dita, não foi por falta de liberdade de imprensa que o Mensalão ficou por punir.
A informação circulou, as denúncias foram feitas, as provas apresentadas, mas nada disso foi suficiente para que a quadrilha da estrela ao peito fosse presa e condenada.
Garantida que está no entanto, a reeleição de Lula e seus capangas, nota-se um agudizar dos ataques à imprensa em geral e à Veja em particular. Diariamente os dirigentes petistas, os blogs do partido e toda uma legião de fiéis seguidores, põe a circular a versão da teoria da conspiração para justificar aquilo que não conseguem explicar.
Não conseguem negar o Valerioduto, as denúncias contra (e de) Duda Mendonça, as escorregadelas de Silvinho Pereira, a estranha morte de Celso Daniel, o curioso patrocínio da Telemar ao filho de Lula e nenhuma das centenas de acusações devidamente comprovadas que pululam em torno do governo.
Mas já acharam um bode expiatório: A revista Veja!
O curioso é que nos seus quarenta anos de existência, a Veja nunca pautou por ter um jornalismo neutro e sempre defendeu abertamente as suas opções editoriais. Nunca tentou sequer escondê-las. Foi assim durante a vigência do período militar, durante a campanha das Diretas, no surgimento da Nova República, na queda de Fernando Collor e na ascensão do próprio PT.
Todos sempre souberam qual a linha editorial da revista e isso nunca impediu que a mesma fosse respeitada como um órgão de comunicação de referência, nas múltiplas investigações que fez a respeito da vida brasileira nestas quatro últimas décadas.
O PT aliás nunca se fez de rogado e sempre utilizou o amplo material fornecido pela revista para atacar seus desafetos enquanto esteve na oposição. Não consta que tivesse questionado as denúncias da Veja contra o governo Collor, contra os governos do PSDB ou mesmo contra Maluf, Quércia ou Garotinho. Com o seu moralismo serôdio sempre se colocou em bicos de pés para com a Veja em riste pregar as suas virtudes éticas e políticas.
Agora que em função da rapina generalizada que promoveu e promove, passou de acusador a acusado, vocifera cheio de ódio e desfaçatez, que estamos perante um caso de imprensa marrom. Não é difícil imaginar o que pretende fazer quando em Outubro for reconduzido ao poder devidamente legitimado.
O jornalismo independente no Brasil que se prepare...
26 maio 2006
25 maio 2006
Justiça Para Valdir Perez
Conta a história que em 1994 ao ser barrado numa visita à concentração da Selecção Brasileira, o antigo guarda-redes Barbosa, titular na Copa de 50 na célebre derrota com o Uruguai, terá lamentado:
«A pena máxima no Brasil é de 20 anos. Eu estou sendo punido há 44!»
É essa a sina da mais ingrata posição do futebol. Transitam de bestiais a bestas em poucos minutos...
Se procurarmos nas últimas décadas o exemplo de um goleiro injustiçado pelo mundo do futebol, o seu nome é sem dúvida Valdir Perez, titular tricolor durante vários anos e goleiro principal na mítica equipa canarinho de 1982.
E não o digo na condição de são-paulino.
Sou o primeiro a reconhecer que pelo Morumbi têm passado ao longo dos anos muitos e diversificados cabeças-de-bagre. Não nego porém, que continuam frescas na minha memória as muitas épocas exemplares de Valdir na defesa da baliza tricolor e principalmente suas magníficas exibições com a camisa do Brasil.
Valdir Perez era incontestavelmente o melhor guarda-redes brasileiro em 1982. Há vários anos destacava-se pela sua segurança, qualidade e incrível habilidade para defender penalties, quer actuando pelo São Paulo (auxiliado por Oscar e Dario Pereyra naquela que foi provavelmente a melhor zaga da história do futebol), quer jogando pela mágica selecção canarinho de Zico, Falcão e Sócrates. Apesar da enorme concorrência de goleiros de primeira como Leão, Carlos e Paulo César, Telê Santana agiu correctamente ao entregar a titularidade a Valdir. Era o melhor!
Acontece que o homem teve um momento infeliz. Diria até trágico! E ficou assim com uma condenação eterna.
Desde aquele fatídico frango contra a União Soviética na estréia da Copa da Espanha, nunca mais foi absolvido. Ninguém o quis perdoar.
Apesar do seu passado no São Paulo e na Selecção, apesar da estupenda exibição que salvou o Brasil nessa mesma Copa contra a Argentina de Maradona, apesar de não ter tido culpa nenhuma na derrota para a Itália de Paolo Rossi, Valdir Perez ficou irremediavelmente carimbado no imaginário do futebol, e em especial dos que nunca o viram jogar, como um tenebroso frangueiro.
Mesmo em Portugal quando se fala com nostalgia do fabuloso escrete de 82, uma das melhores equipes da história do futebol, é comum ouvir algum comentário sobre a fragilidade do guarda-redes brasileiro. Não se fala do erro de Toninho Cerezzo no jogo decisivo, nem do total apagamento do centroavante Serginho durante todo o certame. Apenas Valdir Perez é lembrado e sempre na galeria dos malditos.
É altura de o reabilitar. É altura de fazer justiça a um dos melhores guarda-redes brasileiros de sempre.
É altura de pedir desculpas a Valdir Perez...
24 maio 2006
23 maio 2006
Descarrilando
O problema de Carrilho é que ele está realmente convencido do que diz! Não se trata sequer de jogo político. Ela acha mesmo que foi vítima de uma conspiração e ninguém o demove disso. É um homem de convicções.
No seu egocentrismo, não considera possível, sequer imaginável, que a população de Lisboa pura e simplesmente tenha escolhido outro. Logo ele que é tão culto, brilhante, elegante, sofisticado e inteligente! O facto de ter perdido para um candidato medíocre como Carmona Rodrigues, apenas confirma que tudo se tratou de uma cabala e que os terríveis interesses se uniram à SIC, ao Público e outras dezenas de órgãos de comunicação para o perseguir.
E assim o Manuel Maria Carrilho descarrila.
Torna-se aos poucos um Santana Lopes com cátedra.
O seu grande problema é que mesmo na comparação com o menino guerreiro fica a perder.
Este último ao menos tem piada!
18 maio 2006
Cine Arouche
Foto de Leonardo Rodrigues.Deu-me a conhecer Woody Allen e Stanley Kubrick, mas fez-me também saber que existia cinema fora dos Estados Unidos.
Foi ali que fui apresentado a figuras históricas como Aldo Moro e Henrique V e fiquei a saber mais sobre a Guerra do Vietname.
E tudo isto a 50 metros de casa!
Hoje o Cine Arouche está mudado. É vizinho da Academia Corpus...
17 maio 2006
O Charme do Arouche
Sol entrando pela copa das árvores, gente apressada carregando sacolas, literatos e leitores, moradores da região com seus cães, pedintes, executivos, atletas, compradores de flores, casais muito ou nada tradicionais. Misturam-se esses e muitos outros tipos no Largo do Arouche, na região central de São Paulo, em diferentes horas do dia.A Foto é de Leonardo Rodrigues e o texto de Lúcia Helena de Carvalho.
No Diário do Comércio.
16 maio 2006
Irmãos de Sangue
A ganadaria do Campo Pequeno reabre ao público neste verão depois de um investimento de cerca de 10 milhões de Euros. Para felicidade do sadismo marialva, as madames da linha e os psicopatas enrustidos, poderão dar vazão aos seus instintos no mais duradouro e tradicional centro de tortura de Portugal.É de esperar uma presença assídua, desses grandes humanistas lusitanos que são o antigo Primeiro-Ministro Santana Lopes e o seu algoz Jorge Sampaio. Pelo menos nestas coisas do sangue taurino não têm diferenças que os separem. Amam as tradições portuguesas e em especial aquela que acha muito másculo e charmoso, massacrar um animal em praça pública!
Patriotas como se vê!
15 maio 2006
Paralelos
O regime «Bolivariano» como o «Estado Novo» de Salazar, nunca deixou de realizar eleições procurando nas urnas uma legitimidade que sabe não ter. O carimbo eleitoral é fundamental para manter as aparências e mesmo aqueles que desprezam a Democracia, gostam de o ostentar.
Salazar sempre o fez até que teve um amargo de boca com Delgado e mesmo com uma fraude maçiça viu-se em apuros perante a adesão popular do General Sem Medo. Depois disto resolveu de vez o «problema» suprimindo as eleições presidenciais, prevenindo-se assim de novos sustos.
Chavez proclama diariamente as suas inúmeras vitórias eleitorais e sabendo que a máquina bolivariana e o clima de intimidação o colocam a salvo de qualquer derrota, anuncia a intenção de convocar um plebiscito que o autorize a mais 20 anos de poder.
Cedo ou tarde terá o seu Humberto Delgado.
Até lá poderá destruir alegremente a Venezuela.
Guerrilha Urbana
Num momento em que Brasília já foi dominada por uma gang, outra menos sofisticada mas mais mortífera põe a nu o despreparo do Brasil no combate ao crime organizado.
O Capão Redondo invadiu os Jardins.
14 maio 2006
13 maio 2006
Xadrez Místico
Primeiro foi Garry kasparov a declarar-se fã do mago.Agora é o Super Torneio Masters de Sofia a abrir com o lance inicial de Paulo Coelho.
O que virá a seguir? Um DVD da ChessBase com as melhores partidas da Walquíria?
11 maio 2006
Direitos Humanos
Dele fazem parte esses exemplos de respeito pela dignidade humana que são a Arábia Saudita, o Paquistão, Cuba e a China!
Por essas e por outras é que quando ouço falar na ONU e no respeito pela «legalidade internacional» só me dá vontade de rir.
Ou de chorar...
10 maio 2006
Vitória de Spragget em Coimbra
A classificação completa deste que foi uma das mais disputadas edições de sempre pode ser encontrada no site da Mais Xadrez.
08 maio 2006
06 maio 2006
A Marca da Fiel
É a essência da Fiel.
Sobre a proibição das claques pela Federação Paulista de Futebol, faço minhas as palavras de Francisco José Viegas:
«Não me parece mal de todo. Mas era mais fácil proibir o Corinthians, e mais saudável. »







