16 junho 2006

Medjugorje e Mecking : O Regresso

No final dos anos 80 virou moda no Brasil a adoração de Nossa Senhora de Medjugorje, uma Virgem domiciliada lá para os lados da antiga Jugoslávia.

Ainda me lembro de ter por casa um terço que uma alma caridosa nos ofereceu, ainda que fôssemos muito pouco crentes no que ao celestial diz respeito. As tradicionais Nossas Senhoras de Aparecida e de Fátima estavam com a popularidade em baixa, e fiel que se prezasse tinha que louvar a nova divindade que ainda por cima actuava num sinistro país comunista.

Em 1989 caiu o Muro de Berlim e com ele desabou também a Jugoslávia, que sem a mão pesada de Tito já há muito mostrava sinais de desagregação. Daí para a separação e a sanguinária guerra que se seguiu foi apenas um pulinho. Ou um Milosevicsinho...Mas isso é já outra história.

Com o eclodir do conflito desapareceu de cena a Nossa Senhora da hora. Talvez por Medjugorje ficar na Bósnia, terra pouco dada a grandes cristianismos, Nossa Senhora deve ter partido para outras bandas mais pacíficas e apesar de seus enormes poderes, não são conhecidos grandes milagres ou iniciativas procurando deter os inúmeros massacres que ali se cometeram. O facto da maioria dos locais ser muçulmana, também não deve ter ajudado muito a entidade divina.

Curioso como sou, já me tinha perguntado por onde andaria a Senhora, que tão subitamente desaparecera dos noticiários televisivos e do coração dos adoradores. Temia que tivesse desistido de actuar no pecaminoso e globalizado mundo contemporâneo.

Mas eis que esta semana sou surpreendido pela actuação do xadrezista brasileiro Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, antigo nº 3 do mundo, e que há quase vinte anos regressou aos tabuleiros depois de uma doença do foro neurológico, a miastenia gravis, o ter desenganado e afastado por muito tempo do Xadrez. Convertido desde então e já formado em teologia, Mequinho não desiste de chegar ao título mundial para assim poder divulgar a palavra de Deus.

É bem verdade que os resultados não têm sido brilhantes, e que Mequinho é uma sombra do que foi nos anos 70. Mas também é certo que acaba de conquistar em Lodi na Itália seu primeiro torneio internacional desde o retorno, e que segundo as suas próprias palavras, tal façanha apenas foi possível com a ajuda da também regressada Nossa Senhora de Medjugorje a quem foi prestar tributo após a conquista!!!

Uma história com final feliz como se vê.

15 junho 2006

Notas da Guerra Grande X - Novo Livro de Roa Bastos

Um ano após a sua morte sai agora a público um novo livro do escritor paraguaio Augusto Roa Bastos vencedor do Prémio Cervantes em 1989.

Apresentada esta semana em Assunção, a obra Pancha Garmendia e Elisa Lynch retoma o assunto Guerra da Tríplice Aliança recriando a vida das duas mulheres marcantes no percurso de Francisco Solano Lopez, o ditador que conduziu o Paraguai à destruição na segunda metade do Século XIX.

Ambientado no período compreendido entre 1855, ano de chegada da irlandesa Elisa Lynch a Assunção, e 1869 nas vésperas da morte de Solano Lopez pelas tropas brasileiras, o romance regressa a um tema caro a Roa Bastos e que sempre esteve presente nos seus escritos: A História do Paraguai e a caracterização dos grandes ditadores que a jovem nação conheceu ao longo da sua existência.

Sua obra maior é aliás , Yo el Supremo, um mosaico a respeito de Gaspar Rodrigues de Francia o homem que fechou o Paraguai ao mundo e preparou o terreno para o surgimento da dinastia dos Lopez já na segunda metade do Século XIX.

Como o livro provavelmente não será publicado em Portugal e é quase impossível obter edições paraguaias, resta-nos aguardar a provável tradução brasileira, ou ler o original quando da sua edição espanhola.

NOTAS DA GUERRA GRANDE IX- A Retirada de Laguna

Mundo dos Livros - Imersão

14 junho 2006

Irritantes

Eu até simpatizo com os alemães e acho mesmo que dificilmente perdem a Copa em casa.
Mas essa mania de ganhar jogos aos 46 minutos do segundo tempo já começa a irritar...

13 junho 2006

Origem

Difícil esta Croácia!
Valeu a pontaria do sempre tricolor Kaká...

12 junho 2006

Mascarado

Comentário da Gazeta Esportiva sobre o desempenho de Cristiano Ronaldo no jogo com Angola: Tropeçou na Máscara!

Era bom que o Filipão lhe explicasse o significado.

10 junho 2006

Revanche

São aos milhares aqueles que no Brasil e principalmente no Paraguai, ainda atribuem ao «imperialismo inglês» as culpas pela desastrosa aventura militar de Solano Lopez.

Eu que não partilho essa visão da Guerra da Tríplice Aliança, torci muito para que hoje os ingénuos tivessem sua pequena vingança. O jogo fazia-me lembrar a revanche argentina de 1986, em que a famosa «Mão de Deus» de Maradona, ajudou os portenhos a digerir a derrota das Malvinas.

Infelizmente o azar foi paraguaio. E Gamarra, nome maior do futebol guarani, ajudou a festa britânica com um golo contra nos primeiros minutos de jogo.

Não foi um dia de festa em Assunção.

Mundo dos Livros - Hay-on-Way - País de Gales

09 junho 2006

Fecharam-se as Cortinas

Através de uma magnífica crónica de Fernando Alves na TSF fiquei a saber da morte de Fiori Giglioti. Triste notícia no dia em que começa o Mundial.

Eu que passei a minha infância a escutar os golos do São Paulo narrados por Fiori na Rádio Bandeirantes, e a quem sempre preferi aos também excelentes Osmar Santos e José Silvério, sinto desde já uma grande nostalgia com seu desaparecimento.

Giglioti faz parte da história da rádio paulista e brasileira com seu estilo pausado, sereno e inconfundível. Como esquecer as expressões marcantes que usava durante os jogos e principalmente o terrível refrão, que me fazia gelar a espinha quando o Tricolor se portava mal no Morumbi e tinha que correr atrás do prejuizo?

O Tempo Passa! Gritava Fiori.
E eu, ainda miúdo, perdia anos de vida!

Tantas e tantas vezes os sons de Fiori, relatando os golos de Serginho e Careca e as defesas de Valdir Perez e Gilmar, tornaram mais alegres os meus Domingos e mais suportáveis as crises de solidão da adolescência!

Mesmo ganhando o Hexa, o futebol brasileiro já sai mais pobre deste 2006.

08 junho 2006

Sampa - Largo da Batata

Prémio

Tenho cá para mim, que não foi apenas a excelência de Longe de Manaus, a garantir a atribuição do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores a Francisco José Viegas.

O facto da Helena ser sãopaulina é que foi decisivo!

Um Novo Ídolo

A invasão e depredação da Câmara dos Deputados em Brasília, trouxe para a ribalta a carismática figura de Bruno Maranhão, um dos comandantes operacionais do quebra-quebra, cujas imagens correm o mundo e enaltecem o Brasil.

Nada mais justo para tão destacada figura até agora injustamente mantida em segundo plano.

De origem burguesa, mas sempre pronto para as lutas revolucionárias, Maranhão foi subindo a pulso na hierarquia militante até atingir aquilo que poucos se podem gabar: É membro de relevo em duas das maiores e mais organizadas quadrilhas do país:

A primeira, comandada oficialmente por Ricardo Berzoini e extra-oficialmente por Luís Inácio Lula da Silva, é líder incontestável do crime organizado no Brasil e conseguiu após alguns contratempos no último ano, recuperar fôlego preparando-se já para mais quatro anos de rentáveis operações no lucrativo submundo brasileiro. Chama-se Partido dos Trabalhadores e tem em Bruno Maranhão o seu coordenador para os Movimentos Populares.

A segunda denomina-se Movimento para a Libertação dos Sem-Terra, uma espécie de dissidência radicalizada do já globalizado MST, e dedica-se a promover seus líderes política e financeiramente através da exploração do sofrimento de incautos e miseráveis camponeses. Aqui Maranhão é dono e senhor! Simplesmente manda!

Só falta ao nosso herói uma participação activa no Primeiro Comando da Capital, o PCC, para seu currículo ser perfeito. Mas como sua base é Pernambuco, isso complica a adesão. É sem dúvida um ponto a melhorar...

Por questões táticas, a primeira quadrilha chateou-se com os exageros no Congresso e até já o suspendeu do partido. Nada que não lhe valorize o histórico,tão recheado de proezas durante os negros anos de AI5 e Ditadura Militar.

Maranhão tem potencial para ser um novo ídolo das massas. Um Marcola de estrela ao peito. Um Beira-Mar engajado. Ou ainda melhor, um cruzamento aperfeiçoado de Lampião com António Conselheiro.

E se tiver sorte, e o Brasil naufragar na Copa da Alemanha, quem sabe não substitui dentro de algumas semanas, Ronaldinho Gaúcho no panteão dos heróis populares, e com esse impulso, escala de vez a concorridíssima hierarquia do crime no Brasil?!

07 junho 2006

Os Nazis do Paraguai (Requentados)

Ao ver a reportagem que a RTP transmitiu ontem à noite sobre o crescimento do movimento neonazi em Portugal, lembrei-me de recuperar uma antiga nota sobre os congéneres paraguaios.

Muda a nacionalidade, muda a localização geográfica, mas não muda a essência da questão.

O que abaixo se diz sobre os «nacionalistas» do Paraguai aplica-se ipsis verbis aos amigalhaços lusitanos

Requentando:

Ao garimpar na net páginas paraguaias com referências à Guerra do Paraguai, denominada por essas bandas como a Guerra da Triplice Aliança, fui parar a uma daquelas inconfundíveis homepages neonazistas que independentemente da origem e do estilo , acabam invariavelmente com a negação ou apologia do holocausto.

Se já é repugnante deparar com esse tipo de pessoas num país dito desenvolvido , encontrar a defesa do racismo nazi numa homepage originária de uma das mais ignoradas e esquecidas nações do terceiro mundo, soa no mínimo a patético.

Fico a imaginar os trogloditas nazis paraguaios instalados nos seus buracos em Assunção, a destilar seu ódio aos judeus, aos pretos, aos amarelos e a todos os seus complexos interiores, achando que são superiores, quando na verdade são considerados na maior parte do mundo, independentemente da sua raça, como umas criaturas de segunda por serem uns «míseros terceiro-mundistas latino-americanos».

Os babacas, que pelos vistos idolatram Stroessner e também Solano Lopez ( daí os ter encontrado...), culpam pela desgraça em que se encontra o seu país , o complot judeu e seus aliados...No fundo repetem numa forma hard a ladainha que muitos idiotas defendem por esse mundo fora ( Portugal incluído) de uma maneira soft ( vide algumas alegres declarações de militantes ditos progressistas...).

Gostava mesmo de ver as reacções dessas criaturas , sempre prontas a zelar pela pureza da raça, ao serem barrados no aeroporto de Madrid, por suspeita de imigração ilegal ou simplesmente por apresentarem o passaporte de um obscuro país sulamericano.

Será que continuariam a defender a hegemonia branca e a pureza do sangue europeu quando descobrissem que por aqui na civilizada Europa independentemente de serem brancos, verdes ou ou azuis, serão sempre olhados como criaturas de segunda por serem oriundos de uma «república das bananas»?!

Como será que reagiriam ao saber que no ilustrado velho mundo ninguém sabe , nem quer saber, do passado paraguaio e do drama e morticínio a que foi sujeito, ou se sujeitou, no final do Séc. XIX ?

Gaspar de Francia, Carlos Lopez, Solano Lopez, Madame Lynch nada representam para a velha Europa que se está a borrifar para o passado da nação guarani e que já a catalogou no rol das nações semi-falhadas que só vai aparecendo nos média graças aos golpes de Estado, às catástrofes ou no melhor dos casos, ao Chilavert e ao Gamarra.

Era isso que os idiotas nazis paraguaios precisavam que alguém lhes dissesse.

Talvez então percebessem que além de canalhas, como o são todos os nazis, são também uns perfeitos imbecis!

06 junho 2006

Mundo dos Livros - Kashgar - China

Notas da Guerra Grande IX - A Retirada de Laguna

Não deixa de ser curioso que o mais conhecido e divulgado relato da Guerra do Paraguai tenha sido escrito originalmente em françês e tenha como pano de fundo um episódio menor com pouca ou nenhuma importância estratégica no desenrolar do conflito.

É bem verdade que seu autor, Alfredo D'Escragnolle Taunay, futuro Visconde de Taunay, alcançou ainda em vida grande projecção política, social e até literária, o que podendo ser em parte atribuido à sua origem aristocrática, não pode também deixar de ser creditado ao seu polifacetado talento.

Militar, professor, político, historiador, sociólogo, músico e escritor, não deixou também de estudar física, matemática e engenharia, compondo assim a típica figura do homem culto do Séc. XIX. Um erudito.

Se Inocência , obra essencial do romance regionalista no típico estilo do Romantismo, foi a sua maior contribuição para a ficção brasileira, foi no entanto como memorialista que Taunay deixou a sua grande marca.

A Retirada da Laguna, ocorrida entre 08 de Maio e 11 de Junho de 1867, durante a Guerra da Tríplice Aliança, teve início na fazenda Laguna, situada no Paraguai, e percorreu uma vasta área compreendida pelos actuais municípios de Bela Vista, Antônio João, Guia Lopes e Nioaque, no território do actual Estado do Mato Grosso do Sul.

Um contingente de cerca de 1700 homens após uma desastrada incursão em território paraguaio, viu-se cercado sem meios de subsistência e após um calvário em forma de fuga chega a território brasileiro dilacerado e com apenas 700 sobreviventes.

Seria apenas mais um dos muitos e esquecidos episódios da guerra, se entre os seus participantes não estivesse integrado como Engenheiro-Militar o jovem Taunay, que já depois de findo o conflito resolveu passar ao papel a odisséia vivida na zona fronteiriça.

Nasceu assim a obra «La Retraite de Lagune - Épisode de la guerre du Paraguay» impressa em 1871 e que viria a tornar-se um dos grandes clássicos da vasta literatura, ficcional ou não, que apresenta como pano de fundo o mais importante conflito bélico ocorrido no continente americano

(TAUNAY, Alfredo d'Escragnolle, A Retirada de Laguna, São Paulo: Companhia das Letras, 1997)

Notas da Guerra Grande VIII - Seminário em Campo Grande

05 junho 2006

O Regresso

Lembro-me perfeitamente das eleições presidenciais peruanas de 1989.

Contemporâneas do primeiro escrutínio presidencial brasileiro no pós-64, levaram-me a acompanhar com grande interesse a campanha do escritor Mário Vargas Llosa naquela que parecia ser uma caminhada vitoriosa à presidência e o fim do estilo miserável de fazer política na América Latina. O discurso fluido e racional de Vargas Llosa parecia fadado ao sucesso graças aos anos caóticos que o então candidato-presidente Alan Garcia proporcionara aos peruanos.

Num continente marcado pela incompetência administrativa, pelos discursos demagógicos e o surrealismo na política, Alan Garcia conseguia a façanha de se destacar pela sua catastrófica gestão que juntamente com os terroristas do Sendero Luminoso levara o Peru à beira do caos. Poucas vezes se viu um governo tão incompetente e inconsequente.

Enquanto no Brasil o país era adiado pelas escolhas infelizes de Fernando Collor e Lula da Silva em detrimento de uma esperança chamada Mário Covas, no Peru surgia à última hora uma aberração chamada Alberto Fujimori que sem esconder ao que vinha, conseguiu com um discurso miserável e populista reverter a situação e ganhar as eleições deixando para trás o racionalismo de Vargas Llosa.

Daí para a frente foi o que se viu...

Passados 17 anos o Peru é um país estraçalhado, sem o Sendero Luminoso é certo, mas minado pela corrupção, cheio de cicatrizes da ditadura de «el chino» e com um futuro muito pouco risonho.

Ontem foi a votos.

De um lado Ollanta Humala, um populista autoritário, lugar-tenente de Hugo Chavez , muito ao jeito da nova vaga de líderes «carismáticos» que empurram a América Latina para o atraso, subdesenvolvimento e a violência política. Do outro, Alan Garcia, renascido das trevas e que pousou aqui de candidato racional e garante da democracia. Para trás ficaram as soluções e qualquer sinal de esperança para o Peru.

Venceu Garcia. Dos males o menor.
Dizem.
Talvez seja verdade.

Mas mesmo satisfeito com a derrota de Hugo Chavez e seu cãozinho de estimação, não consigo esboçar um sorriso com o triunfo de Alan Garcia e seu regresso em glória à presidência do país que ajudou a destruir.

04 junho 2006

Palpites

A menos de uma semana do início da Copa do Mundo, não resisto a mandar também uns palpites sobre o seu desenrolar. Afinal quem não o faz nestes dias?

Embora o Brasil tenha a sua melhor Selecção desde 1982, duvido que a Alemanha deixe escapar o título em casa. Nestas coisas o peso da camisa importa, e os alemães não costumam brincar em serviço. Quanto têm obrigação de ganhar, normalmente ganham! Espero sinceramente estar redondamente enganado...

Itália e Argentina, as outras duas superpotências da bola, são como de costume favoritas, mas a meu ver com menos hipóteses que os germânicos e os canarinhos. São grandes equipas, jogam sempre para o título e se ganharem não surpreendem ninguém. Mas não apostaria tudo nisso.

A nível intermédio, além da França e Holanda, acredito que pode haver alguma surpresa com as selecções de Espanha, Inglaterra e República Checa. Se o Paraguai se esticar também poderá dar nas vistas.

Não conto com nenhuma grande emoção vinda de África, embora gostasse de ver o Togo e a Costa de Marfim repetirem os passados brilharetes dos Camarões, Senegal e Nigéria. Japão e Coréia do Sul sendo os melhores asiáticos, devem apenas cumprir calendário.

E Portugal?

Se chegar aos Quartos-de-Final já será uma façanha. O medíocre futebol português não dá para mais.

Mas como o treinador é Luís Filipe Scolari, homem capaz de tirar leite de pedra, quem sabe não visionaremos daqui a um mês um pequeno milagre, e a exemplo do Euro 2004 teremos uma grande surpresa no final?

01 junho 2006

Amiguinhos

No Blog do Tas:

Ontem, na sala vip presidencial no Palácio do Planalto, Lula recebeu o líder do PMDB Orestes Quércia.
Ofereceu a ele, nada mais nada menos, do que o lugar de vice em sua chapa de candidato a presidente em Outubro. Aloizio Mercadante, que também estava na reunião, justificando o sobrenome, também se propos a negociar o lugar de vice na chapa dele de candidato ao governo de São Paulo.

Imediatamente lembrei-me da campanha presidencial de 1994, quando Quércia chamou Lula de fascista. Gentileza que Lula retribuiu chamando o "cumpanheiro" de ladrão.

Que beleza ver homens públicos que se perdoam e transformam o antigo fel acumulado no peito no doce mel de amor pelo Brasil.

Agora só falta convocar o Maluf para o time ficar completo!