Gilberto Madaíl conseguiu em pouco mais de 48 horas mandar para o espaço grande parte do capital de simpatia que tinha conseguido com a participação portuguesa na Alemanha.
Até já dá para agradecer aos franceses a nossa derrota. Imaginem só o que pediria o Presidente da Federação se ao invés do 4º lugar tivéssemos voltado com o caneco...
10 julho 2006
09 julho 2006
08 julho 2006
Como o Azeite
Depois da derrota para a França, foi nítida a mudança de tom de Filipão e o consequente baixar de braços para o jogo com a Alemanha.
Com isso os jogadores voltaram ao normal e renderam aquilo que realmente sabem.
Ricardo e Petit não me deixam mentir!
Com isso os jogadores voltaram ao normal e renderam aquilo que realmente sabem.
Ricardo e Petit não me deixam mentir!
07 julho 2006
06 julho 2006
Mau Perder
Depois de uma campanha memorável que fez esquecer as miseráveis prestações anteriores e o comportamento anti-desportivo que há muito caracteriza o futebol português, o pior da alma lusitana volta à superfície e já começou o choradinho de costume.
Com Filipão dando o mote, a «opinião pública» e o seu patriotismo de pacotilha vocifera contra uma conspiração maquiavélica que terá tirado Portugal da final. É a tese peregrina do «patinho feio», e que traz à tona o Portugal profundo e perdedor que durante um mês esteve escondido pelas surpreendentes vitórias.
Se a imagem dos futebolistas portugueses é miserável - como o lembraram até à exaustão ingleses e franceses - isso deve-se fundamentalmente ao comportamento de nossos atletas como nos casos de Abel Xavier em 2000 ou João Pinto em 2002. Se nunca vencemos nada - e desta feita estivemos muito perto - é pela eterna fuga de responsabilidades que vê sempre nos outros os culpados pelos nossos desaires.
Teria sido muito mais bonito se Filipão e alguns dos seus pupilos e adeptos, tivessem tido na derrota a mesma dignidade que tiveram nas vitórias. Bonito e útil. Mas com o andar da carruagem tudo indica que voltaremos à ladainha habitual e que de nada terá servido este pequeno período de triunfos.
O velho Portugal parece estar de volta.
Com Filipão dando o mote, a «opinião pública» e o seu patriotismo de pacotilha vocifera contra uma conspiração maquiavélica que terá tirado Portugal da final. É a tese peregrina do «patinho feio», e que traz à tona o Portugal profundo e perdedor que durante um mês esteve escondido pelas surpreendentes vitórias.
Se a imagem dos futebolistas portugueses é miserável - como o lembraram até à exaustão ingleses e franceses - isso deve-se fundamentalmente ao comportamento de nossos atletas como nos casos de Abel Xavier em 2000 ou João Pinto em 2002. Se nunca vencemos nada - e desta feita estivemos muito perto - é pela eterna fuga de responsabilidades que vê sempre nos outros os culpados pelos nossos desaires.
Teria sido muito mais bonito se Filipão e alguns dos seus pupilos e adeptos, tivessem tido na derrota a mesma dignidade que tiveram nas vitórias. Bonito e útil. Mas com o andar da carruagem tudo indica que voltaremos à ladainha habitual e que de nada terá servido este pequeno período de triunfos.
O velho Portugal parece estar de volta.
05 julho 2006
Acabou
Filipão pode se orgulhar do que conseguiu.
Levou Portugal até à elite e acabou com as vitórias morais que não davam sequer para a primeira fase.
A ele - e fundamentalmente a ele - se deve esta campanha. Por mais que isso custe a alguns...
Mas será que não podia ter perdido com mais dignidade e evitado aquelas declarações desajeitadas no fim do jogo?
Levou Portugal até à elite e acabou com as vitórias morais que não davam sequer para a primeira fase.
A ele - e fundamentalmente a ele - se deve esta campanha. Por mais que isso custe a alguns...
Mas será que não podia ter perdido com mais dignidade e evitado aquelas declarações desajeitadas no fim do jogo?
04 julho 2006
Terceiro Aniversário
Está de parabéns o Paulo Gorjão pelos três anos do seu Bloguítica.
Eu, que prefiro os blogs individuais aos colectivos, tenho desde os tempos do pioneiro Bloguítica Internacional, Paulo Gorjão como uma das referências da blogosfera.
Um nome que faz a diferença.
Eu, que prefiro os blogs individuais aos colectivos, tenho desde os tempos do pioneiro Bloguítica Internacional, Paulo Gorjão como uma das referências da blogosfera.
Um nome que faz a diferença.
03 julho 2006
A RTP e as Touradas
O facto do canal público transmitir a chafurdice das touradas é por si só bastante grave.
Mas agora, em nome do marialvismo, até deu para promover criminosos e suas espúrias iniciativas.
Mas agora, em nome do marialvismo, até deu para promover criminosos e suas espúrias iniciativas.
País do Futuro
O mesmo povo que assistiu bovinamente a instauração de um regime cleptocrático em Brasília e vai reconduzir os larápios da estrela ao poder, clama cheio de revolta por vingança e pede a cabeça de Parreira e Cª.
É assim o país do futuro.
É assim o país do futuro.
02 julho 2006
Reconhecimento
Durante décadas a fio, a ausência da Selecção Portuguesa ou as suas medíocres prestações, levaram a imensa maioria dos portugueses a torcer pelo Brasil nas Copas.
Desta feita com os canarinhos de fora e a façanha de Luís Filipe Scolari, é a vez dos brasileiros em peso torcerem por Portugal. Só isto é uma prova inequívoca do sucesso de Filipão.
Eu que morando em São Paulo sofri com a falta de Portugal em 1982 e 1990, e corei de vergonha com o que se passou em 1986, imagino bem o que sentem neste momento os lusitanos do Canindé e do Pari perante a actual campanha.
Não que considere o futebol a salvação da pátria ou o objectivo maior da nacão.
Quem me conhece sabe bem que me estou nas tintas para isso.
Não canto o hino - que considero uma aberração - não acho que somos os maiores, continuo a achar o futebol lusitano fraquinho e não penso que o Mundial fará de nós vencedores.
É apenas um jogo.
Mas só quem já viveu fora do seu país sabe o que significa um triunfo desportivo desta dimensão para um expatriado. E por tudo isso preferia ter vivido este momento nas ruas do velho centro paulistano.
Desta feita com os canarinhos de fora e a façanha de Luís Filipe Scolari, é a vez dos brasileiros em peso torcerem por Portugal. Só isto é uma prova inequívoca do sucesso de Filipão.
Eu que morando em São Paulo sofri com a falta de Portugal em 1982 e 1990, e corei de vergonha com o que se passou em 1986, imagino bem o que sentem neste momento os lusitanos do Canindé e do Pari perante a actual campanha.
Não que considere o futebol a salvação da pátria ou o objectivo maior da nacão.
Quem me conhece sabe bem que me estou nas tintas para isso.
Não canto o hino - que considero uma aberração - não acho que somos os maiores, continuo a achar o futebol lusitano fraquinho e não penso que o Mundial fará de nós vencedores.
É apenas um jogo.
Mas só quem já viveu fora do seu país sabe o que significa um triunfo desportivo desta dimensão para um expatriado. E por tudo isso preferia ter vivido este momento nas ruas do velho centro paulistano.
01 julho 2006
30 junho 2006
Portenho
Da Boca à Recoleta lamenta-se a eliminação da Argentina.
Eu, que à minha maneira aprendi a ser portenho, estou solidário.

Até 2010 resta-me suspirar por um delicioso Lomito do Café da Biela ou até mesmo do velhinho e tradicional Tortoni
Café da Biela - Buenos Aires
Eu, que à minha maneira aprendi a ser portenho, estou solidário.

Até 2010 resta-me suspirar por um delicioso Lomito do Café da Biela ou até mesmo do velhinho e tradicional Tortoni
Café da Biela - Buenos Aires
A Conspiração Contra a América
Da peste bubónica ao terramoto de 1755, da fome no mundo ao 11 de Setembro, poucas foram as tragédias humanas que não foram imputadas ao judeus.Num tempo em que à pala do apoio politicamente correcto à causa palestiniana, o anti-semitismo floresce sob a capa da modernidade, é muito interessante a forma como Philip Roth ficciona o preconceito.
Uma obra notável do premiado autor americano.
(ROTH, Philip, A Conspiração Contra a América, Lisboa: Dom Quixote, 2005)
28 junho 2006
O Descalabro da APM
Sabendo-se da mediocridade do ensino da matemática nas nossas escolas e o estado catastrófico da matéria em Portugal, é esclarecedor ler as pérolas publicadas hoje no Público pela Direcção da Associação de Professores de Matemática (APM) em relação aos exames nacionais de ontem:
Onde está a utilização da capacidade gráfica da calculadora?
Decerto que no próximo ano lectivo muito dificilmente se conseguirá convencer os alunos a adquirirem uma calculadora gráfica!
(...)
Apelo ao cálculo (demasiado) nas questões 3.4 e 3.5. Em nosso entender, o apelo ao cálculo, para obtenção dos intervalos de confiança, é repetitivo e permite que o estudante entre no cálculo pelo cálculo, na fórmula pela fórmula, podendo não compreender o contexto e mesmo assim obter a cotação praticamente toda da questão.
(...)
Esta questão exige uma resolução analítica que contraria totalmente o espírito do programa. Por este motivo, parece desnecessário pedir o recurso à calculadora na resolução de qualquer questão, como acontece na alínea 5.2. O programa é claro no sentido de não restringir o uso da calculadora gráfica,e, ao invés, incentiva o uso da mesma e da tecnologia em geral.
(...)
A prova apresenta aspectos de pormenor que não se coadunam, mais uma vez, com as orientações emanadas do programa. Por exemplo, a exigência de apresentar o valor da probabilidade sob a forma de uma fracção irredutível. Para quê? A apresentação sob a forma de um polinómio reduzido. Para quê ?
Mas será que estão todos doidos?
Até quando se permitirá que este tipo de entidades (e programas) continuem a destruir impunemente o ensino em Portugal e hipotecar o futuro das novas gerações?
Onde está a utilização da capacidade gráfica da calculadora?
Decerto que no próximo ano lectivo muito dificilmente se conseguirá convencer os alunos a adquirirem uma calculadora gráfica!
(...)
Apelo ao cálculo (demasiado) nas questões 3.4 e 3.5. Em nosso entender, o apelo ao cálculo, para obtenção dos intervalos de confiança, é repetitivo e permite que o estudante entre no cálculo pelo cálculo, na fórmula pela fórmula, podendo não compreender o contexto e mesmo assim obter a cotação praticamente toda da questão.
(...)
Esta questão exige uma resolução analítica que contraria totalmente o espírito do programa. Por este motivo, parece desnecessário pedir o recurso à calculadora na resolução de qualquer questão, como acontece na alínea 5.2. O programa é claro no sentido de não restringir o uso da calculadora gráfica,e, ao invés, incentiva o uso da mesma e da tecnologia em geral.
(...)
A prova apresenta aspectos de pormenor que não se coadunam, mais uma vez, com as orientações emanadas do programa. Por exemplo, a exigência de apresentar o valor da probabilidade sob a forma de uma fracção irredutível. Para quê? A apresentação sob a forma de um polinómio reduzido. Para quê ?
Mas será que estão todos doidos?
Até quando se permitirá que este tipo de entidades (e programas) continuem a destruir impunemente o ensino em Portugal e hipotecar o futuro das novas gerações?
27 junho 2006
25 junho 2006
Fairplay
A Gazeta Esportiva descreve a batalha como um drama à Filipão.
Eu diria que, emoção à parte, foi um jogo digno das minhas peladas de Terça-Feira à noite.
Eu diria que, emoção à parte, foi um jogo digno das minhas peladas de Terça-Feira à noite.
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