19 setembro 2006

Estrela Glutona

Lulla está eleito.

Mas o PT parece não estar satisfeito com a boquinha do Governo Federal.

Afinal uma entidade mafiosa precisa sempre de mais e mais e mais e mais...

A solução foi apontar baterias para São Paulo para tentar salvar o «companheiro» Mercadante e assim embolsar também os abastados cofres do Estado mais rico do país.

Pode-se acusar a Quadrilha Petista de tudo!
Menos de falta de iniciativa!

Sampa - Edifício Itália

Foto de Roberto Stelzer

18 setembro 2006

Amnésia

Nos últimos quatro anos o regime sudanês de Omar al-Bashir tem levado a cabo uma sistemática campanha de limpeza étnica, chacinando através das suas milícias islâmicas Janjawid, centenas de milhares de cristãos animistas.

Os «pacifistas» de pacotilha e os «militantes» da treta, que tão solicitamente pulam para as ruas sempre que o alvo é Israel e que adoram «denunciar» as «atrocidades ianques e sionistas» mantiveram até ao momento um silêncio ensurdecedor.

Em Portugal onde estão as manifestações dos bloquistas, comunistas e restante fauna, em frente da embaixada do Sudão ou o apelo ao boicote internacional ao regime de Cartum?

Tal apatia está no entanto prestes a terminar.

Ontem George W. Bush afirmou ser possível o uso da força, caso o regime sudanês continue a impedir a ajuda humanitária ao povo do Darfur e prossiga as acções genocidárias.

É portanto fácil de prever, que muito em breve, teremos os amnésicos militantes grunhindo as tradicionais palavras de ordem contra o «imperialismo» e denunciando a «ingerência» de Washington em terras africanas.

É esperar para ver...

17 setembro 2006

Oriana Fallaci (1929-2006)

Quis o destino que Oriana Fallaci partisse durante uma nova ofensiva do obscurantismo islâmico.

Poucos foram os intelectuais que demonstraram nos últimos anos a coragem, a força e a dignidade desta italiana cosmopolita, e que assumiram frontalmente o perigoso confronto com os fanáticos de turbante.

Jornalista e escritora, nunca cedeu aos totalitarismos e enfrentou sem receios muitos dos grandes canalhas do nosso tempo. Do argentino Gualtieri ao etíope Selassié, passando por Álvaro Cunhal e o Aiatolá Khomeini, nunca se curvou perante facínoras de qualquer calibre.

Militante anti-fascista, manteve-se coerente e defendeu como poucos a Democracia, os direitos da mulher e o livre pensamento. Por isso granjeou simpatias e admiradores ao mesmo tempo que despertou o ódio dos fanáticos e dos habituais pobres de espírito.

Perseguida pela doença não se deixou abater, e no pós-11 de Setembro perante tanta falta de escrúpulos e espinhas dobradas, publicou duas obras que no seu conjunto são talvez o mais angustiado grito de revolta, contra o extremismo muçulmano, já publicado no Ocidente.

Como não podia deixar de ser, foi insultada, ameaçada e processada, e mesmo com a apatia da generalidade dos meios cultos europeus, não recuou e defendeu até ao fim as suas firmes convicções.

Uma mulher notável.



(FALLACI, Oriana, A Raiva e o Orgulho, Algés: Difel, 2002)

(FALLACI, Oriana, A Força da Razão, Algés: Difel, 2004)

16 setembro 2006

Turba

As turbas ululantes estão outra vez nas ruas.

Ontem foram as caricaturas, hoje Bento XVI, amanhã o sexo dos anjos.

O que importa é queimar bandeiras, clamar vingança, invocar a jihad e, obviamente, ameaçar Israel.

Felizes como sempre!

12 setembro 2006

Frase do Dia

Nelson Motta no Livro Aberto de Francisco José Viegas:

«O sonho de Saddan Hussein é ser julgado no Brasil!»

11 setembro 2006

Turma do Lula

Vetada na televisão, a Turma do Lula faz sucesso no You Tube

09 setembro 2006

Cinco Anos

Cinco anos depois do 11 de Setembro, uma série de mitos e meias-verdades foram se instalando no imaginário colectivo. Se alguns são fruto de alguma ingenuidade, outros enfermam de uma desonestidade e falta de escrúpulos assustadores.

Um exemplo simples é a teoria tão em voga em alguns círculos, de que logo após os ataques ao World Trade Center, os americanos teriam recebido um unânime apoio e solidariedade e que teria sido o unilateralismo belicista de George Bush que teria deitado tudo a perder. Para comprovar a tese, é citada amiúde, a famosa manchete do Le Monde de 12 de setembro de 2001 que estampava a frase «Somos Todos Americanos».

O problema desta teoria tão bela e simplista é que pura e simplesmente é falsa!

E é aqui que entra a questão da desonestidade intelectual.
Porque quem pretenda olhar para os factos como eles realmente são, lembra-se perfeitamente que os corpos das milhares de vítimas de Nova York e Washington ainda estavam quentes, e já uns dedicados «analistas independentes» esforçavam-se a justificar, compreender, contextualizar, explicar e relativizar o morticínio americano.

Condenações inequívocas é que se viram poucas!

Em Portugal no próprio dia dos acontecimentos não faltaram os sábios de costume, que mal conseguindo disfarçar a sua alegria com o que viam, proclamavam a inevitabilidade dos atentados pela política externa americana, chegando a atribuir a Bush, que estava no poder há apenas oito meses, a responsabilidade moral da chacina. Não foi à toa que António Barreto desabafava no Público, cinco dias depois dos atentados, a sua revolta pela desavergonhada reacção que algumas infames figuras da nossa vida pública demonstravam.

Um conhecido meu, membro dedicado da ortodoxia do PCP, contava-me dois dias depois dos atentados, que tinha assistido ao vivo com alguns camaradas, a derrocada da segunda torre e que então tinham comemorado efusivamente o alegre acontecimento! Esse aliás foi o sentimento reinante nos chamados meios engajados que um pouco por todo o lado «lutam» por um «mundo melhor»!

E as vítimas? Ah as vítimas! Não faltaram desde então as contabilidades perversas a demonstrar que os milhares de mortos do 11 de Setembro eram apenas uma pequena cifra quando comparadas às vítimas dos pérfidos ianques. E por magia logo muitos se lembraram que foi num 11 de Setembro que Pinochet derrubou Allende com o apoio da CIA!

Estão a ver a mensagem ? No fundo os «américas» mereceram a «lição»!

Outro aspecto curioso, é que foram precisos muitos meses e dezenas de confissões de Bin Laden e seguidores, para que algumas almas se convencessem da autoria dos atentados. Sim! Porque nos dias que se seguiram logo apareceram iluminados a atribuir à Mossad e à CIA a responsabilidade pelo sucedido. Um imbecilzinho qualquer do Bloco de Esquerda chegou até a dizer à comunicação social, após um encontro com um representante da OLP, que existiam provas de que se tratava de uma conspiração dos Serviços Secretos israelitas para culpabilizar os árabes e assim ter um pretexto para atacar o Afeganistão!

Depois de inequivocamente comprovada a autoria da matança, não me lembro de ter ouvido de nenhum desses senhores um único pedido de desculpas ou um simples mea-culpa. Nada! Mas não passa um único dia em que os mesmos não exijam uma retratação das forças da coligação pela inexistência de armas de destruição maciça no Iraque. Esse mesmo Iraque de Saddam Hussein retratado pelo ídolo Michael Moore como um lugar quase idílico...

Por tudo isso não me venham com a treta da solidariedade global para com os EUA no 11 de Setembro. Porque foram muitos os que comemoraram a destruição e a morte semeada pelos terroristas, e que no seu íntimo tomaram como suas as palavras escritas numa faixa afixada nos arredores da Universidade de São Paulo: «Obrigado Osama!»

(Post requentado)

07 setembro 2006

Surpresa

Há um aspecto curioso na polémica que envolve a participação das FARC na Festa do Avante: Algumas pessoas parecem surpreendidas com o facto!

Mas como é possível que alguém ainda consiga se surpreender com as atitudes do PCP e seus militantes?

01 setembro 2006

Perdão

Fernando Collor de Mello está de volta.
Vai concorrer ao Senado e já declarou seu voto nas presidenciais: Lulla da Silva!

É como diz o velho ditado:

Ladrão que apóia ladrão tem mil anos de perdão!

Sorte

Ange-Féliz Patassé, Ex-Presidente da República Centro-Africana, foi condenado a 20 anos de trabalhos forçados pelo desvio de dinheiros públicos.

Já viram a sorte que tem o Lula por ter nascido brasileiro ?!

31 agosto 2006

Mundo dos Livros

Real Gabinete Português de Leitura - Rio de Janeiro


Foto de Caio Reisewitz

30 agosto 2006

Escumalha

Passada a contestação mediática e aprovada a excepção legal, a escumalha barranquenha pode agora deliciar-se a com as suas maravilhosas «tradições».

É certo que continua a viver na merda, com pouco ou nenhum acesso ao Trabalho, à Saúde e Educação. Mas o que importa isso quando a razão principal da sua miserável existência está mais do que assegurada ?

29 agosto 2006

Tony Miles



«A característica que um jogador de Xadrez mais necessita, talvez seja, a existência de um perverso sentido de humor»

28 agosto 2006

Atentado na AMIA

Em relação aos posts do Francisco José Viegas e do André Azevedo Alves, convém não esquecer que Buenos Aires ocupa um lugar de destaque na história do anti-semitismo contemporâneo.

Nem tanto pela forma acolhedora com que foram recebidos na Argentina muitos foragidos pertencentes ao antigo regime nazi, mas por que foi em Buenos Aires que o Hezbollah fez a sua «estréia» internacional no dia 18 de Julho de 1994, com o atentado contra a AMIA (Associación Mutual Israelita Argentina), cujo saldo foi de 85 mortos, centenas de feridos e um grande encobrimento por parte das autoridades peronistas.

Veja-se a esse respeito o interessante filme 18-J, que reuniu em 10 pequenos curta-metragens alguns dos principais realizadores argentinos - como Adrián Caetano, Lucía Cedrón e Carlos Sorín - com sua visão pessoal do morticínio portenho.

27 agosto 2006

Drácula

O título original «The Historian», foi traduzido em Portugal e no Brasil como «O Historiador», e na Espanha como «A Historiadora». O enredo tanto dá para um como para outro.

Embora a escrita não prima pela excelência e a história seja mais do que rocambolesca, o certo é que a primeira obra da americana Elizabeth Kostova tornou-se um best-seller mundial e foi considerado pelo Book Sense, o livro do ano em 2005 na categoria Ficção Adulta.

O eixo da narrativa prende-se com a procura do túmulo de Vlad o Empalador, a figura histórica por trás do mítico Conde Drácula, popularizado pelo livro de Brian Stocker.

Durante 600 longas páginas, historiadores, amadores e profissionais, percorrem ao longo de décadas, vários países e regiões na busca de pistas que os conduzam ao antigo soberano da Valáquia. Sempre com abundantes referências a livros, bibliotecas, arquivos e tradições. E muita história medieval pelo meio.

O curioso é que em Maio último, o governo da Romênia, na esteira das reparações aos espoliados pelo antigo regime comunista, resolveu devolver à familia Von Habsburg, o Castelo de Bran, que parece ter sido a base do terrível Vlad Tepes.

Trasformado em lucrativo ponto turístico, há muito tem sido disputado e acarinhado como a residência do dentuço. Um pouco à moda do Loch Ness escocês.

O que daqui se tira é que a moda dos vampiros veio mesmo para ficar. Seja na literatura light, seja nas atracções turísticas, seja no Congresso brasileiro, chupar sangue é um verdadeiro must.

(KOSTOVA, Elizabeth, O Historiador, Lisboa: Gótica, 2005)

26 agosto 2006

Saudades de Rivaílde

(Post Requentado)

Correndo o risco de passar por doido, caso algum brasileiro leia este post, quero confessar aqui publicamente que morro de saudades das campanhas eleitorais tupiniquins!

E em particular do Horário Eleitoral Gratuito conhecido em Portugal pelo apelido de Tempo de Antena.

Nos meus tempos de menino no Brasil delirava com a novidade que me permitia assistir durante dois longos meses, num simultâneo de rádio e televisão, com todos e canais e estações transmitindo sem excepção, um imenso mosaico humano que através das mais estapafúrdias propostas, dos mais abjectos insultos, da manipulação mais infame, procurava vender seu candidato aos incautos eleitores.

E no entanto confesso envergonhado a minha nostalgia!

Como esquecer a bizarra figura de Rivailde Ovídio que em 1985 abrilhantou a campanha para a Prefeitura de São Paulo que marcou o regresso triunfal de Jânio Quadros frente ao futuro Presidente Fernando Henrique Cardoso ?

«Onde está você Franco Montoro?» gritava Rivaílde procurando assim «denunciar» a impotência do então Governador paulista perante a escalada da violência urbana.

Como não recordar a baixaria generalizada da Campanha de 1986 que colocou na mesma corrida para o Governo do Estado de São Paulo, o mega-empresário António Ermírio de Morais e dois dos maiores facínoras já produzidos pela política brasileira: Os famigerados Orestes Quércia e Paulo Maluf .

E o que dizer da incrível vitória de Luiza Erundina que se tornou em 1988 a primeira mulher a comandar a maior cidade do Brasil e da memorável campanha presidencial de 1989 que devolveu à sociedade civil o direito de escolher de forma democrática o seu Presidente. É verdade que essa mesma sociedade preteriu um político da craveira de Mário Covas, enviando para a segunda volta o radicalismo do PT ( Perto do qual o actual petismo - apesar de corrupto - parece reacionário...) e a aberração Fernando Collor de Mello.

Data também dessa altura o famoso slogan «Meu nome é Enéas» que apresentou o homem do PRONA ao país e que faria dele anos depois o Deputado mais votado do Brasil...

Acompanhando agora à distância uma nova campanha, marcada por mensalões e sanguessugas, não deixo de pensar naqueles anos, em que apesar de tudo, a redemocratização parecia tornar o Brasil um país viável.

Um país que acabou nas mãos de Marcola, Lula e Zé Dirceu...

25 agosto 2006

Projectos

Animado com as sondagens ganhadoras, com o caos urbano em São Paulo e com os milagres do botox, Lula da Silva finalmente acedeu. Depois de fugir aos debates, foi à televisão para a entrevista de campanha.

Pouco acostumado a perguntas incisivas, habituado que está a bajuladores juramentados, enervou-se e deixou que a boca fugisse para a verdade: Afirmou que o seu governo «combate a ética» e que na sua gestão «só o salário caiu».

Poderiam ser apenas gafes. Mas cruzadas com os factos são muito mais do que isso.

São um projecto de vida!

Uma semana depois as pesquisas dão-lhe um crescimento de sete pontos.

Viva o Povo Brasileiro!

23 agosto 2006

Sintonia

Continua imparável a consagração do mensalão.

Amparado em adversários inexistentes, subsidiado pelo regabofe do dinheiro público e sustentado por uma inigualável máquina de campanha, o grande Lula já garantiu a reeleição.

Desenganem-se porém, aqueles ingenuamente atribuem o brilharete somente às muitas artimanhas dos «companheiros» e à ignorância das massas.

O homem veio do povo. E sabe o que o seu povo quer.

E esse povo é o mesmo que já amou Getúlio Vargas e Ademar de Barros, que já elegeu Jânio Quadros e Fernando Collor, e que repetidas vezes consagrou Paulo Maluf e Antônio Carlos Magalhães. No fundo, um povo que admira a esperteza de Luís Ignácio e até inveja o enriquecimento súbito de seus rebentos.

Um povo com alma de Zé Dirceu.

Um povo em sintonia com seu líder.

Brilhante...

...A forma como Luís Januário e Rui Bebiano analisam os métodos e o financiamento do Hezbollah.